segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Alagoa Nova XC - 06-12-2009

Finalmente o primeiro XC na Paraíba! Muito bom mesmo!

As paisagens mais exóticas, por incrível que pareça, são aquelas onde há pessoas. Muitas construções antigas, aparetentemente abandonadas, porém ainda em uso pela população local como é o caso da igrejinha da foto.

O que realmente chama muito a atenção é o nível de pobresa e inesistencia de recursos básicos. Em uma "mercearia" que paramos em uma das estradas que passamos não tinha água para vender, nem água encanada. A água que nos serviram era de chuva e ficava armazenada em um pote de barro com um prato de aluminio em cima servindo de tampa. Para pegar a agua usa-se uma caneca de aluminio que fica "jogada" por alí... Ainda assim este povo parece ser muito feliz em seu mundo...

Aluísio Bicicletas, até o momento mostrou ser o melhor local da região para se comprar equipamentos, aparentemente não lhes falta nada. Consequentemente, alí se concentra "os caras" que padalam. Erick trabalha com Aluísio, ambos pedalam e são muito hospitaleiros, como prova disso, passaram contato de alguns dos "caras que também pedalam" pelas barrócas daqui facilitando o contanto com Frederico, que tinha um pedal marcado para 06/12.

Domingo, 6 horas da manhã saimos em 12 do Açude Velho com destino a muito pó, pedras e ladeiras para cima e para baixo até Alagoa Nova que fica nas redondezas de Campina Grande. O pedal foi ótimo, o nivel de dificuldade do terreno foi médio/alto e lembrou 3 Mata Burros, só que com chão bem mais irregular e cheio de pedras. O rítmo do pessoal foi bem leve, pois haviam alguns iniciantes, e para estes o terreno já foi suficientemente desafiador.
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Pedalando foram 3 horas e 10 minutos, média final 14,3 km/h e a distancia foi 45 quilometros... Ah! A máxima registrada ficou em 65,4 km/h, e não foi no asfalto! hihihi...

"Os caras que pedalam" são Célio, Gabriel, Aluisio, Bernardo, Gean, Fred, Frederico, Tetê e mais uma galera que tem nome porém momentaneamente esquecidos! rsrsrs... Esse pessoal é show, pedalam porque gostam e gostam muito também de material de qualidade. Diga-se de passagem, neste grupo haviam pelo menos 3 bikes de 20k, umas de 7k e mais algumas na faixa dos 2,5k...
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Interessante foi o pratinho de Buchada de Bóde abatido pelo Gabriel antes de chegar em Campina... O menino tava com fominha! rsrsrs...

Aí Gabriel, grande abraço...

No blog campabikers dá pra ver as aventuras da turma e certamente esta estará por lá em breve.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Treino - 04-12-2009

51 quilometros também até o Riachão. Média 26,7 km/h. Muito sol na volta...

Na foto um Kactus de tamanho avantajado! Rsrsrsrs...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Treino - 02-12-2009

Este foi apenas "meio" treino... Pedalando ao redor do açude velho de Campina Grande foram 23,4 quilometros com a média final de 23 km/h...


Chegando em casa foi inevitável a foto, já que a rua é muito sugestiva! Hehehe...

domingo, 29 de novembro de 2009

Como planejar e iniciar suas pedaladas mundo a fora

Por Tadeu Matsunaga

Uma das atividades mais prazerosas dos ciclistas ou praticantes é o cicloturismo, que nada mais é que uma maneira saudável, econômica e ecológica de viajar e explorar o mundo a fora.

Existem alguns cuidados e providências, no entanto, que devem ser tomados para que um “marinheiro” de primeira viagem possa desfrutar tranquilamente da aventura.

Renato Moreira, que pratica cicloturismo desde os 14 anos e cursa educação física na Universidade de Marília, oferece dicas preciosas para aqueles que desejam adotar a atividade como meio de lazer e conhecimento.

Para ele, existem três pontos fundamentais para organizar uma viagem de bicicleta – planejamento, preparo físico e manutenção do equipamento.

“O planejamento engloba todos os contextos relacionados à viagem, tais como a rota que irá ser seguida, os principais pontos de apoio durante todo o percurso, distâncias entre cidades e também a qualidade das rodovias na qual o ciclista trafegará.

”Em relação ao preparo físico, Moreira acredita que esse elemento é chave para todo e qualquer cicloturista. “Podemos citar o preparo físico como a peça-chave de toda a realização da viagem, tendo em vista que para pedalar longos quilômetros o ciclista deve estar bem para aguentar longos dias na estrada, mantendo um ritmo considerável e também evitando possíveis problemas físicos durante a viagem.

”Já a manutenção deve ocorrer por parte do ciclista, que, por meio de um acompanhamento detalhado no desgaste das peças e na reposição imediata quando for necessário, evita possíveis dores de cabeça durante o andamento de uma viagem, tais como corrente quebrada, pneus furados dentre outros fatores.

A maioria dos cicloturistas afirma que, para realizar uma viagem adequada, o custo pode ser alto, mas essa situação pode ser amenizada. “A primeira hipótese a ser analisada é procurar entre amigos os equipamentos essenciais de ciclismo, como capacete, shorts adequado, luvas e a camisa”, disse. “A segunda hipótese a ser analisada pelo atleta basicamente é uma situação que muitos brasileiros utilizam a cada dia: a pesquisa. Existem diversas lojas especializadas que possuem equipamentos para diversas modalidades, inclusive para o ciclismo e com um preço bem mais acessível.

”Renato Moreira também comentou os locais ideais e favoráveis para uma boa pedalada. Ele citou, principalmente, estradas e parques localizados no interior de São Paulo. “Existem diversos parques estaduais, como o Carlos Botelho (localizado no município de São Miguel Arcanjo), o Parque Estadual de Intervales (localizado no município de Guapiara), região montanhosa com diversos declives acentuados, o PETAR -Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira - localizado no município de Iporanga, além do chamado "Caminho dos Tropeiros”, que engloba os estados de São Paulo e do Paraná.

”Em relação a entraves burocráticos que o ciclista/viajante possa enfrentar ao longo do trajeto, o cicloturista de 20 anos lembrou que o Código Brasileiro de Trânsito favorece a prática da atividade.

“De acordo com o código, toda bicicleta pode se locomover em qualquer rodovia estadual ou federal, desde que esteja no acostamento e o condutor esteja utilizando equipamentos de segurança. Esse direito está assegurado para todos os ciclistas que desejam realizar alguma viagem pelas estradas de nosso país, porém, em alguns casos, existe um abuso de autoridade de alguns policiais rodoviários em tentar proibir o cicloturista de pedalar em determinada rodovia”, ressaltou.

Moreira aconselha, no entanto, que todos se informem antes de embarcar em alguma viagem pelas rodovias do país. “Sempre é recomendado informar ao posto de polícia rodoviária de sua região sobre a viagem, o planejamento, as rodovias utilizadas e outros fatores a acrescentar. Outra dica importante é sempre ter em mãos documentos como RG e CPF para eventuais fiscalizações, como também a nota fiscal da bicicleta.
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”Vale lembrar que, em caso de viagens internacionais, é necessária a retirada de passaporte e autorização para cruzar fronteiras – neste caso, o ciclista deve entrar em contato com a Polícia Federal de sua região para maiores informações e esclarecimentos.


Foto: Michel Mussi - ATRITO ZERO
Fonte: Prólogo

Treino - 28-11-2009

61 quilômetros, apenas 10 a mais que o treino normal, porém nestes está incluso o trecho da serra do Riachão do Bacamarte. A média ficou em mízeros 22,4 km/h... A serra não é muito íngrime, tem uns 4,5 km e não foi ela a culpada da baixa velocidade média...

Neste dia aconteceu O GRANDE ERRO! Erro de horário, erro de estratégia, erro de principiante ou excesso de confiança na experiência... Experiencia? Bom, são 16 anos afinal, porém... O nordeste não tem nada haver com o sul do Brasil...

Saída as 9:30 da manhã, pouco sol, aparentemente um dia tranquilo (vai nessa Zé Mané!). Alimentação e hidratação normal na saída... na bike 2 garrafas com água e no bolso a velha barrinha de cereal... um objetivo maior em somente 10 quilometros... isso não foi nada! A estrada que se pedala por aqui tem um elemento que é crucial: a falta de estrutura. Não há postos, nem bares, nem sombra, nem árvores e nem nada! Só o asfalto quente, a vegetação rasteira e os jumentos pastando...

Quando chegaram as 11 horas da manhã, já na volta e após subir a serra, a situação começou a complicar pois a água estava no fim e o sol estava muito forte, muito forte mesmo... ainda faltavam 20 quilometros até o posto de combustível (e sombra) mais próximo... por sorte, 10 quilometros adiante havia um plantão de vendas de um loteamento e lá sim, sombra e água fresca, porém, neste ponto o limite já havia sido ultrapassado...

Seguindo reabastecido, porém desidratado e consequentemente já com a reserva energética esgotada, os últimos 10 quilometros até em casa foram os piores desde o pedal com Michel até a represa no início do ano...

Do pedalante não sobrou nada !!! Ao chegar em casa o banho foi sentado... as pernas tremiam e a cabeça doía muito...

Desta vez foi possível vivenciar aquelas cenas de filme no deserto onde o cameleiro começa a ter alucinações por falta de água... rsrsrsrs...

Está na hora de variar um pouco... vamos ver se arrumamos um XC no próximo final de semana...